Também conhecida como: TB Pós-Primária, TB de Reativação, Tuberculose do Adulto, Secondary Pulmonary Tuberculosis
Forma mais comum de tuberculose pulmonar ativa no adulto, resultante de reativação de foco latente ou reinfecção exógena por Mycobacterium tuberculosis. Acomete predominantemente os segmentos apicais e posteriores dos lobos superiores e segmento superior dos lobos inferiores — territórios de maior tensão de O₂ e menor drenagem linfática. O diagnóstico radiológico precoce é fundamental para o controle epidemiológico [1].
Após infecção primária controlada, bacilos dormentes persistem em granulomas calcificados. A reativação ocorre por queda da imunidade celular (HIV, desnutrição, corticoterapia, idade avançada). A necrose caseosa central dos granulomas leva à liquefação e drenagem pelo brônquio adjacente, gerando escavação e disseminação broncogênica [1,2].
Adultos >15 anos, pico entre 15–35 anos e >65 anos. Brasil é país de alta carga de TB (OMS). Associação forte com HIV/AIDS, desnutrição, diabetes, alcoolismo e imunossupressão iatrogênica. H:M ≈ 2:1.
TCAR é superior ao RX para caracterização dos achados, detecção de disseminação broncogênica precoce e avaliação de atividade da doença. Permite identificar o padrão de árvore em brotamento — marcador de disseminação endobrônquica ativa.
Sinais Patognomônicos / Chave
Modalidade inicial de triagem.
—Clássico: consolidações e cavitações nos ápices pulmonares. Sensibilidade moderada; TCAR é superior para detecção precoce e avaliação de disseminação.
Sinais Patognomônicos / Chave
Como diferenciar:Klebsiella produz consolidação lobar maciça com expansão do lobo (sinal da fissura abaulada), predominando no lobo superior direito em alcoolistas. A TB raramente causa expansão lobar e o contexto epidemiológico difere. BAAR positivo confirma TB.
Como diferenciar:Carcinoma escamoso cavitado tem parede espessa e irregular com nódulo mural. A TB cavitada também tem paredes espessas, mas frequentemente acompanhada de árvore em brotamento e consolidações satélites. PET-CT e broncoscopia com biópsia resolvem casos duvidosos.
Como diferenciar:APCC cursa com cavitação crônica progressiva, BAAR negativo e galactomanana positiva. Pode ser indistinguível da TB sem investigação microbiológica — ambas ocorrem em imunossuprimidos. O sinal do crescente aéreo (bola fúngica móvel dentro da cavidade) aponta para aspergiloma.
Como diferenciar:NTM (MAC, M. kansasii) produz padrão semelhante à TB. A forma bronquiectásica de NTM acomete lobo médio e língula em mulheres pós-menopausa (Lady Windermere). Cultura específica é indispensável para diferenciação.
Esquema RIPE (Rifampicina + Isoniazida + Pirazinamida + Etambutol) por 6 meses — padrão nacional (PNCT/MS).
—Fase intensiva: 2 meses RIPE.
—Fase de manutenção: 4 meses RI. Isolamento respiratório até negativação do BAAR (3 amostras). Notificação compulsória obrigatória [2].

TC axial de tórax demonstrando cavitação tuberculosa no lobo superior direito com paredes espessas e irregulares — localização clássica da TB pós-primária (S1/S2). Note a consolidação pericavitária e nódulos satélites.
—Fonte: Wikimedia Commons (CC-BY-SA).